Cultura do algodão colorido para fábrica têxtil da Paraíba é referência de sustentabilidade para a Organização Internacional do Trabalho

Visando contribuir com o desenvolvimento econômico social da própria região, desde 2012 a Santa Luzia Redes e Decoração vem plantando a sua própria matéria-prima. Trata-se do algodão colorido natural e orgânico produzido na Paraíba em parceria com os agricultores reunidos por associação nas regiões de Juarez Távora e de São Bento.

As inovações e os aprendizados com base na interação da fábrica têxtil com os agricultores e instituições públicas de tecnologia e gestão — cujo tema é a agricultura familiar e a produção orgânica — vem chamando a atenção de organizações governamentais e não-governamentais.

A mais recente visita ao campo foi em setembro. A Organização Internacional do Trabalho – OIT levou uma delegação composta por representantes dos Governos e plantadores de algodão da Colômbia, do Mali e de Moçambique para visitar o assentamento Margarida Maria Alves, em Juarez Távora. Os agricultores locais produzem atualmente 18 hectares de algodão colorido com contrato de compra garantida pela Santa Luzia Redes e Decoração.

“Queremos fazer parte da solução para a geração de renda na região e oferecer produtos de qualidade superior garantindo assim a nossa proposta de valor que é ser referência em decoração sustentável”, explica Armando Dantas, CEO da empresa que produz redes, mantas e almofadas, entre outros produtos têxteis para a casa. A empresa tem como foco o tripé da sustentabilidade oferecendo ao mercado uma produção ambientalmente correta, economicamente viável e socialmente justa.

O sistema de agricultura familiar do algodão colorido natural e orgânico tornou-se referência para a visita da OIT que desenvolve o projeto “Algodão com Trabalho Decente – Cooperação Sul-Sul para a Promoção do Trabalho Decente nos Países Produtores de Algodão da África e da América Latina”. O programa Cooperação Sul-Sul promove intercâmbio entre países em desenvolvimento e é realizado com a ajuda da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Ministério das Relações Exteriores e o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). 

Fernanda Barreto, coordenadora de Cooperação Sul-Sul da OIT, explicou as razões de ter trazido o grupo para conhecer o Brasil e o trabalho com a produção de algodão sustentável. “Aqui temos uma característica que é semelhante aos países de Moçambique, Mali e Colômbia, que são pequenos produtores. Na maior parte do Brasil tem grandes produtores de algodão, mas aqui está se trabalhando com o pequeno agricultor, que se assemelha com estes outros países”, comentou em entrevista à secretaria de comunicação do governo do Estado, que recebeu a delegação junto com o governador e representantes do Comitê Gestor do Arranjo Produtivo Local (APL) de Confecções e Artefatos de Algodão Colorido da Paraíba.

O comitê integra empresários, produtores e suas organizações e instituições de apoio, entre elas a Embrapa, Abit, Fiep, Apex, Senai, Sebrae, bancos públicos e privados, Governo da Paraíba, Mapa, SFA-PB e Conab. Uma das principais conquistas do comitê foi a garantia de compra da produção do algodão colorido, que deu segurança ao produtor para realizar o plantio e alimentar a cadeia produtiva.

Santa Luzia Redes e Decoração

Sobre Santa Luzia Redes e Decoração

Santa Luzia Redes e Decoração produz redes e produtos para decoração de forma ética, responsável e sustentável, com o uso do algodão colorido orgânico e fios de algodão reciclado.

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